Bem vindo ao meu Blog, espero que se delicie...

"Quando eu soltar a minha voz por favor entenda que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando...e por favor, entenda, é apenas o meu jeito de viver, o que é amar!" (Gonzaguinha)



quarta-feira, 8 de outubro de 2008

De você não esqueço jamais...


Lembro-me bem do nosso primeiro contato... Você na calçada de sua casa... eu no terreiro da minha com alguns brimquedos, assim tornados com objetos de enfeite de minha mãe... Brincava em sua frente para de alguma forma chamar-te a atenção... E convidei-o para vir brincar comigo... Deu certo... Você se aproximou de mim e nunca mais me deixou, mesque quando não estávamos fisicamente próximos...

Lembro-me que tudo tu querias compartilhar comigo... Estórias, comidas e planos...

Lembro-me que todas as nossas primeiras esperiências eram também compartilhadas.

E como brincamos, e quanto rimos, e quanto choramos, e quanto brigamos também! Sim, pois amigos verdadeiros brigam...

Éramos carne e unha... Éramos irmãos! Da mesma idade, do mesmo mês, do mesmo sígno... Muitas coincidências!

Brincamos de peteca, de ferrinho, de carro, de bola, de roda, de macacão, de baralho, cidade e pessoa, dominó, boca de forno, do mata, policia e ladrão e de um sem número de brincadeiras que necessitaria um site inteiro para enumerar...

Desbravamos as ruelas históricas de nossa amada Oeiras!

Mudamo-nos pra Picos, ambos no mesmo ano... Mas no ano seguinte nos afastamos... Seus pais foram morar em BH e tu tinhas que acompanhar... Nos afastamos? Só geograficamente. Continuaram planos, conversas e telefonemas(que você nunca gostou de fazer mas que pra mim você fazia!).

Pra mim foi escrita tua primeira e única carta... Pra mim foram enviadas tuas fotas e com tudo isso o teu afeto...

Hoje, dez anos depois dessa separação te arrancaram de mim... brutalmente... da forma mais definitiva e cruel... Te tiraram a vida... : (

Mas tu vives ainda em mim e em todos que te amaram, todos que puderam conviver contigo e aprender com teu jeito ímpar de viver: com verdade, intensidade, alegria e amor!

Uma criança grande que se recusava a se "adultecer"....

Vai com Deus meu amigo, que aqui ficaremos com a esperança de um reencontro na eternidade.

Te amamos!!!!


Saudades eternas!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mãe...



Falar de mãe é a tarefa mais fácil e ao mesmo tempo mais complicada que há em termo de definições...

Afinal, como falar de (nossa) mãe sem subjetividade, sem sentimento, sem "caretismo"? Impossível talvez, como impossível é escrever algo ruim, mesmo quando sabemos dessa possibilidade.

Mãe é espera,

É passiência

É cuidado, carinho, afeição

Mãe é sofrimento

É também compreensão

Mãe é uma lágrima silenciosa

Diante da ingratidão

Mãe é sofrer junto

É estar junto

É tudo junto!

É também torcida

É toda uma vida

De abdicação!

Mas bom é que se sabe

Que não há no mundo

Alguém tão ou mais quisto

Do que essa mesma

Mãe!


Te amo minha mãe, minha madrecita

Minha Inês, minha Inezita!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

Indiferença


QUANDO TEUS OLHOS POUSAM NOS MEUS

BUSCAM SEMPRE UM ENCONTRO

ACHAM SEMPRE UM ADEUS

QUANDO TEUS LÁBIOS OS MEUS PROCURAM

QUEREM AFETO, PEDEM TERNURA

MAS O QUE ENCONTRAM NESSE TOQUE

É UMA SOFRÍVEL SECURA

QUANDO TUAS MÃOS TOCAM AS MINHAS

SÓ QUEREM AFAGOS

IMPLORAM CARINHO

E AS MINHAS TÃO DISTANTES

PARECEM INERTES

TE DEIXAM SOZINHA

ESSA INDIFERENÇA QUE TE FAZ SOFRER

JURO-TE NÃO ACONTECE POR QUERER

TE TENHO AFETO,

JURO QUE SIM

MAS O AMOR

NÃO DEPENDE DE MIM

Auto-Retrato






Sou...



Sou um passado recente, ausente



Sou um futuro sem rumo, sem prumo



Sou essencialmente presente



Demente ou sem mente



Eu sinto



No riso, na dor, sou amor



Silêncio é o que sou



Enígma, sisma, carisma ou dor



Volúvel, sem jeito é meu jeito



Sensível enígma,



Segredo



Carrego no peito um leito



Vazio, embora perfeito



Nas veias o sangue de Tespes



No jeito os vacilos de Baco



Que buscam somente o abraço



Da vida, da sorte ou da morte



Eu à procura de um Norte



Sou...



Sou incompleto, embaraço



Sou navegante do espaço



Pescador de ilusão



Aversão



Sou a compreenção



(Singular)



Sou o não compreendido



(Sou plural)



Escapei de ser banido



Do meu próprio coração



Sou o encontro do Caos



Da partícula inicial



Em eminente explosão



Efusão



Confusão



Sim e não



Coração



São

Aceitação

Te dei meu amor possível

Impossível foi te amar

Te dei meu corpo e tesão

Só não consegui gozar

Te entreguei meu coração

E ele não quiz pulsar

Perdoa esse amor bandido

O meu tesão reprimido

Esses gozos sem gemidos

Assim seremos unidos

E nada vai nos separar...

Lili e Bibi










Li, li e reli
Lili leu também
Bibi, seu nenem
A quem quero bem
Que é meu xodó
E não é meu só
De todos daqui
Lili lê bem pouco
Bibi vai ler mais
Eu vou ensinar
Ao mundo olhar
A olhar sem medo
A ler os segredos
E ao mundo encantar
Li lindas estórias
Mas como Lili
E minha Bibi
Não vou encontrar...