Bem vindo ao meu Blog, espero que se delicie...

"Quando eu soltar a minha voz por favor entenda que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando...e por favor, entenda, é apenas o meu jeito de viver, o que é amar!" (Gonzaguinha)



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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Agradecendo a Deus


Pedimos tanto, com nossa incurável insatisfação diante do que recebemos. É sempre assim, sempre queremos mais e mais, e quase nunca ficamos completamente satisfeitos com o que recebemos. Nessa ânsia por pedir, por consumir o que nos é dado, acabamos esquecendo de agradecer. E temos tanto o que agradecer. Pense bem, acordamos todos os dias, tomamos nosso café da manhã, limpamos nossos dentes, revemos nossos entes mais próximos e mais queridos, de alguns apenas lembramos com aquela saudade gostosa, temos a palavra SAUDADE para nos envaidecer de sermos os únicos, temos amigos, respiramos, comemos, cagamos também pois todo mundo tem um cu(desculpem o baixo calão), mas é mesmo esse o popular nome do nosso reto,amamos, rimos, choramos. Alguns de nós têm filhos, outros sonham em ter...Brigamos, fazemos as pazes, aprendemos. E são tantas as realizações, as bênçãos, que o espaço aqui seria insuficiente para enumerá-las; resta-nos então, agradecer, mas agradecer de coração, e com a alma pelo dom da vida, pois é nela que tudo se realiza.
Obrigado meu Deus por minha vida, pelos pais amorosos que tenho, pelas irmãs maravilhosas que me destes, por neste momento cuidar tão bem de Lilinha nesse momento difícil mas de muito aprendizado para todos nós, por meu filho que me ensina tanto da vida a cada dia, por minha sobrinhas nos olhos das quais enxergo o Senhor, por meu amor a quem tou aprendendo a valorizar cada dia mais e com quem também aprendo a profundidade do respeito.
Obrigado SENHOR, por se fazer presente nos detalhes do meu dia a dia e por me fazer percebê-LO.
Amot-TE!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Fim de Férias


Um mês é tão pouco para se tirar férias quando se tem tanto a fazer...
O tempo em sua relatividade é tão insuficiente às vezes, como me foi agora nessesn trinta dias... Tanto fiz e tanto me ficou por fazer! A tantos revi e a tantos me faltou rever! Quando pensei que não ja tinha que voltar a Teresina e minha maravilhosa rotina...kkk
O pior é que embora esteja voltando exatamente no dia certo, não estou voltando no dia pretendido. Infelizmente a vida às vezes nos surpreende e nos contraria, como agora, que tenho que voltar por motivo de saúde; não minha saúde, mas de um ente muiiiitooo queridop meu.
É, mas o que tem que ser feito, tem que ser mesmo feito. Então volto, com os amigos na lembrança e Deus no meu coração. Acho que cresci muito nesses 30 dias... Com meus pais, com meu filho, com minhas irmãs, com meu amor, com meusn amigos, com a vida, e comigo mesmo.
Obrigado Senhor por mais esta oportunidade de me tornar uma pessoa melhor.
Obrigado Senhor pela certeza que tenho de que tudo vai dar muito certo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/09


Nessa data nascera uma criança muito especial, uma criança que com o tempo fora se tornando levada, comunicativa, brincalhona, feliz e encrenqueira, como a maioria das crianças...
À medida que ia crescendo, aquela criança conquistava mais e mais amigos, e cativava-os profundamente...
Adolesceu e que difícil se tornou, como quase todo adolescente também; achava que o mundo não a compreendia, brigava sem aparente razão até com a própria sombra e não conseguia se entender com sua própria mãe... E passou a namorar e dar dor de cabeça tradicional aos pais que têm filhos naquela idade.
Mal saíra da infância tornou-se mãe e pouco depois repetiu a experiência, duas lindas rosas que brotaram para trazer felicidade maior a ela e aos seus... E cresceu enfim, tornando-se uma jovem adulta com pensamento crítico, com opinião formada, com caráter, com dignidade e com vocação para ser mãe, mas também para ser irmã, filha, amiga... enfim!
E hoje, dia nove do nove do noventa e nove, completara seus 22 aninhos para minha alegria e de todos nós que tivemos o privilégio de conhecê-la!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sem você...


...Tem três anos e meio que saí de casa. Três anos e meio que conquistei o que muitos ainda sonham - minha independência... Mas só agora me toquei o quanto ando só... e o quanto sou dependente de ti...
Tem um mês que tenho me sentido solitário, sem você pra conversar, sem você pra brigar, sem você pra rir, sem você pra chorar... sem você...
Eu tinha consciência de sua importância pra mim, mas ainda não sabia mensurar o quanto era dependente de ti...
Agora fico assim... jogado na cama, acompanhado por meus lençóis... esperando apenas que volte...

domingo, 16 de agosto de 2009

Se nem você se perdoa...


Sabe aqueles dias em que você acorda e tem tudo pra ser um dia perfeito, mas por sua própria culpa se transforma numa merda? Foi mais ou menos isso que me aconteceu hoje...
Sabe aquelas situações em que você adoraria ter uma boa saída, ter uma desculpa convincente, ter uma forma de dizer a verdade sem parecer ridículo ou mais mentiroso ainda, e não encontra? E tudo o que você disser só vai piorar ainda mais a situação? Foi mais ou menos isso que me aconteceu hoje...
Sabe aqueles relacionamentos em que você vai se envolvendo aos poucos e sem perceber quando, em que situação, em que momento, você se pega apaixonado? Mas embora apaixonado você consegue ser sacana com a pessoa, sem saber explicar a si mesmo como você pode estar tão apaixonado e trair? Foi mais ou menos assim com minha última paixão...
Sabe aquela situação em que você sabe que tá errado, sabe que tá errando, mas sem saber porque não consegue agir diferente, e depois vê que só faz isso com medo de ficar ainda mais apaixonado, com medo de sofrer, e aí contra - ataca, sem nem mesmo ter sido atacado, só para evitar sofrer, sem perceber que dessa forma faz a outra pessoa sofrer muito, dilacerar? Foi mais ou menos assim com minha última paixão...
Sabe aquela pessoa que é tão certa, tão correta, tão nobre que te humilha exatamente por ser assim, por ser algo que você acredita nunca chegará a ser? Foi exatemente assim que me senti com VOCÊ...
Sabe aquela pessoa em que se deveria prestar mil honrarias diariamente por te amar de forma intensa, verdadeira e incondicional, mas que por não acreditar num amor assim, ou por querer duvidar, pra mais adiante não sofrer você machuca, maltrata, destrói, com medo de ser tratado assim algum dia? Foi assim que tratei você...
Mas derrepente a ficha cai... Você começa a enxergar as coisas com nitidez e vê que tudo o que tava fazendo, a forma como estava agindo só estava destruindo aquele sentimento nobre, aquela confiança e admiração que a pessoa nutria por você e aí você vê que não quer destruir nada disso, que não quer mais ter medo de amar, de se entregar, de acreditar que as pessoas são sim capazes de ter toda essa nobreza num relacionameto e tenta agora fazer valer todo esse tempo que dispperdiçou tentando se destruir no coração do outro. E são felizes... dias efetivamente felizes...
Mas um dia você acorda e vê que conseguiu o que tanto buscou mas agora não quer mais: a pessoa já não acredita em você, já não te admira mais, não confia, não sente orgulho de estar ao seu lado, e tudo o que pensa é numa forma de se afastar sem sofrer tanto, sem sofrer mais... Mas não é fácil porque amou de verdade, porque ainda ama... Ainda assim, termina tudo, se distancia, vai embora... Não aguenta mais sofrer... Não aguenta mais se doar só...Não aguenta mais...
Mas agarra-se ainda numa gota de esperança, e liga, e lembra, e chora...
E você, sente-se completamente perdido. O que fazer agora? Percebe que já não era só, que era um único vivendo em dois corpos diferentes... mas que agora um dos corpos queria escapar-se... sobreviver... E pensa então, o que fazer? Como agir? Se entrega à dor ou tenta camuflá-la voltando pra vida errada que tinha? Na dúvida resiste ainda... continua anadando certo...
Mas justo no dia em que acorda e todo o universo conspira para que o dia seja maravilhoso, para que talvez voltem a ser um só em corpos diferentes, justamente nesse dia você resolve botar tudo a perder, e inoscentemente, você sabe, talvez até por brincadeira, ou mesmo por aquele impulso destrutivo que sempre lhe acometeu, você "pisa na bola", exatamente no momento em que não havia porque pisar... mas pisa... e a queda é feia... e não tem como explicar, embora você sabe que tenha, embora você saiba que "não é assim como está pensando"... Embora você saiba que... Não adianta explicar... nem você mesmo entende... Talvez seja só aquilo que você sempre ouviu em assuntos do coração: você não presta.
Foi um daqueles dias em que você começou lendo: TE AMO! TANTO.. e terminou engolindo um: VÁ À MERDA!
É... se nem você se perdoa... quem vai lhe perdoar?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Papai...


Aiai... Mais um dia dos pais se aproxima.. SErá que neste estarei com o meu? Por que será que delegamos, na maioria das vezes, menos importância ao dia dos pais do que ao das mães? Quanto me culpo pelas vezes que não fui tão filho, tão generoso, tão amoroso com meu pai.
Mas a vida e o tempo são infalíveis no repassar certas lições, muito embora nem sempre as incorporemos. E a vida me ensinou...
Aos dezenove anos fui pai, imaturamente, prematuramente, desesperadamente me vi com uma criança que tinha meu sangue correndo nela. Que tinha a mim, talvez um irresponsável, para ser responsável por sua inoscente vida... E fui aprendendo.. crecendo.. e errando! Sim, como errei... muito. muuitas vezes mesmo!!
E passei a perceber porque as mães nos são tão mais próximas. Porque mesmo longe, elas estão mais ao nosso lado, mais presentes, nos aconchegando, nos tirando os medos, nos amenizando as angústias... Nós pais, nos acovardamos em demonstrar afeto, embora tenhamos amor igual e infinitamente grande por nossos filhos... Mas o amor de mãe nos oprime... e como se opor? Somos filhos delas também.
Mas aprendi que o dar amor não pode e nem deve ser acovardado. Deve simplesmente ser dado... ser demonstrado.
É por isso que hoje beijo meu pai, abraço meu pai, elogio meu pai, AMO plenamente meu pai!
É por isso que desejo a eles, em muitos dias, como hoje, não só no dia reservado a essas homenagens, mas muitos outros, o digo que o amo, que tenho orgulho e gratidão por tê-lo como pai!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Caçador de Pipas


Esse livro foi lançado no ano de 2003, entretano apenas em 2007 eu o comprei, e só mais tarde ainda fui ler... Quanto tempo perdi...
Comecei a ler em meados de julho último e não conegui parar... E quatas lágrimas derramei a cada capítulo que lia... E há quanto tempo um livro não me emocionava dessa forma!
A cada página uma nova emoção, a cada capítulo uma nova surpreza... Vivenciei emoções e um apredizado que esses meus 29 anos de vida ainda não me haviam dado. E conheci melhor a cutura e costumes afegães.
Mas sobretudo vi uma linda estória de amizade, de honra, de amor, de culpa, de covardia, de pedão e redenção.
Lembrei de minha maior amizade da infância... me inebriei...
Aconselho-te que se ainda não leu, não perca mais tempo! Se dê a oportunidade de se emcionar com O Caçador de Pipas!

sábado, 13 de junho de 2009

Dois


Mil novecentos e oitenta e oito

Foi o ano em que surgiu

Uma estória emocionante

DE dois meninos do Brasil

Dois meninos de oito anos

Um do “Sul” e outro no “Norte”

Que por destino ou por sorte

No Piauí foi se encontrar




Em uma manhã de Sol intenso

Como é no meu sertão

Dessas que o rosto sente

O calor que vem do chão

Sai pra brincar no terreiro

já tinha em mente a intensão

de conhecer os meus vizinho

que chegaram em caminhão




Naquela casa já tivera

Muitos outros moradores

Nenhum deles se fixara

foi embora sem retorno

antes mesmo de firmar

uma amizade maior

daquelas que viram tesouro




Mas voltando pra manhã

Daquele dia bendito

Em que eu brincava no chão

Na areia e sem amigos

Com trecos de minha mãe

Já que brinquedo eu não tinha

Vi sentar-se no batente

daquela casa vizinha

Um menino tão branquinho

Cabelo preto lisinho

Que me olhava curioso

Querendo juntar-se a mim




Como eu dissera antes

fui pralí com uma intenção

de fazer logo amizade

e não, causar confusão

com os meus novos vizinhos

que eu esperava, se firmassem

porque queria um amigo

que me preenchesse o coração




Quando ele me olhou

Olhei de volta e me ri

Chamei que viesse a mim

Pra brincar alí no chão

Ele veio sem demora

Sorrindo um sorriso largo

Em que vi seu coração

Vi que era transparente

Tive certeza depois

Por tudo que nós vivemos

Pela amizade entre nós dois




Brincamos horas a fio

Fui a sua casa e ele na minha

Vi seus pais, vi seus irmãos

E ele conheceu as minhas

Tínhamos oito anos

A inocência de uma época

E muitos de vida




Ele era tão gentil

Sem egoísmo dividia

Tudo o que ele tinha

Um bombom que ele comprava

Um bolo que sua mão lhe dava

E toda a amizade que tinha




Éramos de sagitário

nascidos no mesmo ano

em dezembro pra vida saltamos

e nela muito brincamos

Era trisca, era cola

Boca de forno e roda

Do mata e policia e ladrão

Brincava de futebol

Barra-bandeira e pião

E tantas outras aventuras

Que inventávamos de montão!




E como eu era enrolão

Ele sempre muito reto

Perdia muito na dama,

no dominó e baralho

Mas não causava confusão




Chegou certa vez outro amigo

Morando na casa 15

Ele 14 e eu na 13

Fiquei por ciúme invadido

Pois meu amigo querido

Ia ter mais um vizinho

Iam roubar meu irmão?

Não!

Mas fiquei mesmo enciumado

Me senti ameaçado

Mas abrandei meu coração

Viramos três mosqueteiros

Os três amigos primeiros

De uma vindoura legião




Conforme os anos se iam

Os nossos irmãos cresciam

Augusta, Chris, Lidiane

Vando e seu cabelão

Firmando entre si amizade

Com forte elo e união




Desbravamos nossas casas

Brincando de esconde-esconde

Escondendo objetos

Fazendo muita aprontação

O Centro Esportivo era então

O castelo da imaginação

Todo nosso, todo imenso

O parque da diversão




Embrenhávamos nas matas

Banhávamos nas Pitombas

Bricávamos no Santaninha

Quando ainda em cosntrução

Íamos uma turma

Brincar de polícia e ladrão




E na escola, veja só

Eu era um professor

Metido a lhes ensinar

Toda noite num labor

As lições de sua escola

O Bê-a-bá

Bê -o – bó




Mas brigávamos também

Qual o amigo que não briga?

Entrigávamos demais

Sempre eu gerava a briga

E como eu provocava

Me retratava também

De uma semana não passava

Pois a ausência não suportava

Fazia as pazes

Amém!




Uma vez, que engraçado

Brincando de Changeman ou Jáspion

Acabamos foi brigando

De tapa, que confusão!

Ficamos todo ralado

De rolar em todo o chão

Desde o Centro Esportivo

Passando nos calçamentos

Entrando em sua casa

Parar no banheiro então




Desde cedo trabalhava

Pra ajudar seus pais em casa

Vendia dindim, cheiro verde

Mas não era exploração

Na adolescência ia pra feira

Montar sua barraca cedo

Vendia bem seus cigarros

Bolos que a mãe fazia

E durante todo o dia

Praticamente não o via




De manhã eu estudava

La na minha própria casa

Ele na lida da feira

De segunda a sextafeira

A tarde eu ia ao colégio

Ao dele ele já não ia

Não sentia simpatia

Pelo que via nas aulas




Nos víamos em geral à noite

Quando saiamos juntos

Ou ficávamos alí mesmo

Conversando horas a fio




Certa vez os nossos pais

Tiveram uma discussão

Entrigaram-se então

Pra adulto coisa feia

E nós como ficaríamos?

Nossos pais em confusão?

Tão triste cada um pro lado

Apertado o coração

Sem poder falar um ao outro

Morando em casas ligadas

Com a amizade enraizada

Como dividir o coração?

Afinal pais diferentes

Mas vivíamos como irmãos




Eu andava agoniado

Sem saber o que fazer

Queria falar e não sabia

De que forma proceder

Então num São João do bairro

Pedi a um amigo em comum

Que fizesse a ligação

Que fosse a ele dizer

Que eu queria lhe falar

Não podia lhe perder




Assim esse amigo fez

E ele veio me falar

Disse que não achava certo

Os nossos pais assim brigar

E nós pagarmos o pato

Nós deixar de se falar

Então deixamos de lado

Aquela briga sem sentido

Nos falamos como sempre

E continuamos unidos

Estabelecemos um sinal

Pra chamar o outro em casa

Assubiar num som bem alto

Para o outro alertar

De quando sair pro terreiro

De casa pra prosear




E assim por um bom tempo

Foi como aconteceu

Até aos poucos voltarmos

A viver como devia

Andando um na casa do outro

Tendo a mesma companhia




O tempo assim foi passando

E ele aprendeu a fumar

Eu pedia pra parar

Mas ele não me ouvia

Passou também a beber

E eu não sabia o que fazia




Saiamos de bicicleta

Ele na dele, eu na minha

Desbravando a cidade

Falando das descobertas

Que na adolescência acontecia

Quanta aprontação

Quanto entendimento

Eramos dois irmãos

Carregados pelo vento




E nos nossos reveillons

Muita farra e alegria

Em especial diria

Nos três últimos anos

Que em Oeiras vivemos

Quando meus pais viajavam

E a casa era só minha




Pra lá iam meus amigos

Festejar, brincar, dançar

Conversar e aprontar

Coisa de adolescente

De qualquer cidade e lugar




Naquela noite em especial

Ele bebeu pra dedéu

Ficou muito embriagado

E foi juntar-se a outros

Que estavam a festejar

No Centro Esportivo daquele lugar




Preocupado eu fiquei

Pois tarde já se fazia

Os vizinhos já dormiam

E minha casa esvasiava

Como vi que demorava

Meu amigo a retornar

Fui até o Centro Esportivo

Tentar a ele buscar

E levar pra sua casa

Pra não mais ele aprontar




Quando alí cheguei

E chamei pra vir comigo

Me abraçou pelo pescoço

E falou pros seus amigos:

“Esse aqui é meu irmão”

E sem rima mas com emoção

Completou pra minha alegria

“Amo esse cara! É meu irmão!”




Veio então junto comigo

Eu coberto de emoção

Abraçado junto a ele

Palpitando o coração

Levei-o pra minha casa

Pra sua casa não foi não




No sofá ele arriou

Fechei as portas e entrei

O olhei alí deitado

E então emocionei

Lembrando o momento antes

Tudo o que eu escutei




Chamei meu amigo então

Pra banhar, pra se limpar

Pois na casa, a sala inteira

Ele tava a vomitar

Acanhado tomou banho

Sem tirar nem o calção

Depois levei-o pra cama

Onde dormiu de supetão

E eu deitado na rede

Cheio de atenção




Quando o dia amanheceu

Ele primeiro acordou

A casa toda limpou

E foi-se embora pra dele

Quando acordei pro novo ano

Agradeci a meu Deus

Pois uma amizade como aquela

É sem duvida um tesouro




Chegamos em Noventa e Sete

Agora aos dezessete anos

Dez anos já se passados

Desde nosso primeiro plano

Desde o inusitado encontro

No terreiro lá de casa




Fui-me embora pra Picos

Seguindo minha família

E veja como é o destino

Também foi com sua família

Nada fora planejado

Tudo obra do destino




Em Picos moramos longe

Mas alí nos visitamos

E lembro com muito gosto

Nosso derradeiro encontro

Quando rodamos a cidade

A pé, só nós, conversando

Observando as ruas,

Os picos e tudo o quanto

E aportando no quintal

Da casa em que eu vivia

Apreciando naquele dia

A lua que cheia se fazia




Alí só contemplação

Só olhar e atenção

Mas foi uma conversa linda

Sem palavras, só emoção




Mas quando pensei que não

Sua família já se ia

Ia embora pro Sudeste

Tentar nova vida em Minas

E ele como filho que era

Sua família seguia




Chorei vezes de saudades

Lembrei muito nossa vida

Mas mantivemos a amizade

Mesmo com a distancia maldita




Nos nossos aniversários

Dia oito e vinte e um

Um ligava para outro

Era o mais certo que havia

Pois um do outro não esquecia

Quem é que esquece um irmão?

Mas os anos se passaram

A saudade aumentou

E no ano 2008

Uma decisão se tomou

Eu ia Belo Horizonte

Rever meu querido irmão

Que há dez anos passados

Foi-se embora do sertão

E aqui não mais voltou




Triste fatalidade

O destino nos pregou

Justo naquele ano

Ele de mim o levou

Por uma maldita mão

Que sua vida tirou




Chegara do seu trabalho

Após muito tempo distante

Dias que não ia em casa

Trabalhava com o irmão

E soubera que sua mãe

Tava em outra região

Juntamente com seu pai

Que trabalhava alí na ocasião

Desviara-se pra lá

Foi contente pra abraçar

Seus pais e amenizar

A saudade deles já




Mas foi naquele lugar

Que o maldito lhe tirou

A sua vida preciosa

E a tristeza nos deixou

A falta doída e imensa

Da companhia, da sua presença

Que a todos sempre alegrou

Um amigo, um irmão

Que só fazia o bem

Que conjugava o verbo amar

Com transparente verdade

Sem um pingo de vaidade

Só com Deus no coração




Então ao ir ao trabalho

No fim de um setembro escuro

Recebo a triste noticia

Que me tirou todo o rumo

Perdi o prumo e chorei

No ônibus me desesperei

Gritei assim: “Não, não não!!!”

Cheguei aos prantos no trampo

Não consegui trabalhar

Só chorava, lamentava

E fui um vôo buscar

Pra tentar um último abraço

No meu irmãozinho dar

Não achei horários logo

Fui só na manhã seguinte

E a tempo não cheguei

De rever o meu amigo

Chorei em toda a viagem

E em sua casa sonhei

Com ele a noite inteira

Nossa amizade verdadeira...




Mas sei que ele está bem

Um coração puro assim

Só merece um cantinho

Bem na vista do Senhor

E ele vem a mim sempre

Nos meus sonhos, pensamentos

Aliviar meus tormentos

Quando me pego a chorar

E choro sim, de saudades

Muitas noites, muitas tardes

Quando lembro que a ele

Na Terra não mais verei

Um abraço não mais terei

Só um dia, na eternidade.




Fabiano era seu nome

Flávio Guedes é o meu

Eu o chamava de João

Pra ele eu seria o São

Mas na vida fomos muito

Fomos como dois irmão!

(Flávio Guedes)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Falta do que fazer! Fazer o quê?


Estou num dilema terrível: sobre o que devo escrever??
Olho pra tela branca do computador e percebo que só reflete a cor de minhas idéias nesse momento. Menos mal, afinal, já pensou se a cor fosse obscura??
Se o branco é a união de todas as cores, esse "branco" é a união de todas as idéias e, exatamente por estar cheio de idéias, não consigo uma, desenvolver...
O fato é que ja comecei a discorrer e como todo o branco que me acomete, corre-se o risco de ao terminar de escrever dar-me a sensação de estar com a página ainda em branco...
Aff!! (Como dizem os internautas) Mas que falta do que fazer!! Fazer o quê?
O pior é que essa vida moderna reflete em nossa vida interna. Sim! O turbilhão de informação na internete e nos demais veículos de comunicação nos impede de dar atenção a fatos relevantes, não nos atendo em nenhuma com mais precisão, salvo alguns absurdos dos absurdos que por vezes( às vezes muitas) chocam a população. Assim também estamos nós... Que nó! O ó!
Até me bate a saudade de quando em tenra idade eu rabiscava no chão com giz, e em sua falta carvão, as muitas idéias que tinha!
Caderno eu não podia usar porque se chegasse a gastar, talvez ficasse sem ter onde escrever os "pontos"(nossa, já falei isso!) que deveria estudar...
Mas é bom nostaugear, saber que vivi num tempo em que se tinha tempo pra amar, tinha tempo pra falar e inda mais, para brincar! Hoje vejo meu filho querendo um computador que mais serve pra computar a dor de não saber se comunicar.
Esse tempo em que vivemos é cheio de informação, tem muito de ilusão, mas não posso só reclamar. Estamos com a faca e o queijo na mão mas temos que saber usar ou vamos, invés de comer, correr o risco de nos cortar!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mãe...



Falar de mãe é a tarefa mais fácil e ao mesmo tempo mais complicada que há em termo de definições...

Afinal, como falar de (nossa) mãe sem subjetividade, sem sentimento, sem "caretismo"? Impossível talvez, como impossível é escrever algo ruim, mesmo quando sabemos dessa possibilidade.

Mãe é espera,

É passiência

É cuidado, carinho, afeição

Mãe é sofrimento

É também compreensão

Mãe é uma lágrima silenciosa

Diante da ingratidão

Mãe é sofrer junto

É estar junto

É tudo junto!

É também torcida

É toda uma vida

De abdicação!

Mas bom é que se sabe

Que não há no mundo

Alguém tão ou mais quisto

Do que essa mesma

Mãe!


Te amo minha mãe, minha madrecita

Minha Inês, minha Inezita!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Direito de Pensar


Felizes somos nós pela faculdade de pensar!

Infelizes somos ás vezes por quererem nos podar....

É assim desde que o mundo é mundo... Pensar é um perigo, expor seus pensamentos às vezes é uma condenação. Mas só os que se arriscamé que são realmente felizes... Os que não se submetem, os que não aceitam, os que não se acomodam, mas incomodam.... Esses são perseguidos por serem a voz dos injustiçados...

Querem-nos calados, conformados, cabesbaixos... Querem-nos inertes, imóveis, quase mortos... Querm-nos fracassados!

Mas estamos aqui pra gritar, pra dilacerar nossa própria dor e se expor! Viemos ao mundo pra viver, não só pra ver. Pra fazer não só receber.

Sejamos, aconteçamos, façamos!

"Vamos Amar!!"