
(Post que fiz na revistamaisfoco, que reproduzo aqui)
Todas as noites somos brindados na tv brasileira com um dos maiores compositores do Brasil cantando uma de suas obras onde um trecho em especial me chama a atenção e me recorre nesse momento: "...a gente mal nasce e começa a morrer". Assim Chico Buarque de Holanda nos diz o que estamos cansados de saber mas que teimamos em ignorar.
Hoje faço trinta anos, e como tenho dito, estou mais perto da morte, por mais distante que ela me pareça estar. E é exatamente essa proximidade que me remete à vida. A tudo o que ainda almejo conquistar, a meus amigos que ainda fazem minha alegria e me brindam com sua presença mesmo na ausência. Me remete a meus parentes e amigos queridos que já não podem compartilhar comigo meus momentos mas que me legaram a lembrança de momentos ímpares. Me remete aos sonhos que ainda tenho por realizar, a tudo o que já conquistei, e vejo que razões para brindar a vida não me falta; razões para continar sempre, mesmo tendo que seguir machucado às vezes, mesmo tendo que chorar por outras, mas com a certeza de que cada queda, cada lágrima me é um aprendizado, me é importante, me engrandece como ser humano que sou.
Quem dera que todos pensassem mais na morte para assim refletirem melhor suas vidas, e dessa forma vivê-las melhor, com mais paixão, que tanto falta ao mundo de hoje. Quem dera que as pessoas se olhassem nos olhos sem vergonha e assumissem seu amor sem receios, pois o amor é pra ser vivido e não pra ser reprimido. Quem dera que cada pessoa ao nascer começasse efetivamente a viver a vida!
Assim aproveito esse meu espaço pra afirmar meu amor incondicional a meus amigos, a meus parentes, à vida, mesmo quando ele parece não existir. Mas é como uma lava vulcânica, sempre latente, sempre forte, sempre viva!